Arrancaram esta segunda-feira,14 de Setembro, no alpendre da Escola Superior de Negócios e Empreendedorismo de Chibuto (ESNEC), as sétimas Jornadas Científicas da instituição, um evento que se prolonga até 17 de Setembro sob o lema “Agro-Negócios e Empreendedorismo: Alternativa para o Desenvolvimento”.
A sessão de abertura contou com a presença do Presidente do Conselho Municipal de Chibuto, Dr. Henriques Machava, do Director da ESNEC, Prof. Doutor David Langa, Doutor Alex Ndava, e do Director Adjunto para a Área de Investigação e Extensão, Prof. Doutor Nelson Maria Rosário, na mesa do Presidium, além de docentes, estudantes, membros do Corpo Técnico e Administrativo (CTA) e convidados.
Na palestra inaugural, o Doutor Alex Ndava defendeu que o agronegócio só se torna motor de desenvolvimento quando combinado com empreendedorismo e inovação, resumindo a sua tese numa frase, “o desenvolvimento económico é um meio, o progresso é o fim”, ou seja, o crescimento só tem valor real quando se traduz em melhores condições de vida para a população, e não apenas em lucro.

O orador traçou o que chamou de paradoxo moçambicano, um país com terra fértil, água e mão-de-obra, mas que ainda importa alimentos que poderia produzir e exporta matéria-prima sem valor acrescentado, enquanto o sector agrícola que emprega 71% da população activa continua marcado por baixa produtividade e fraco acesso a financiamento.
Ndava desafiou os estudantes de cada curso da ESNEC a assumirem um papel activo nessa transformação, seja na gestão e comercialização de negócios agrícolas, no financiamento do sector ou na produção no terreno, ilustrando o desafio com casos de associações de produtores que já conseguiram profissionalizar-se e aumentar rendimentos. Encerrou com um apelo directo de que os estudantes não devem esperar pelo diploma para começar a empreender, defendendo que o conhecimento se constrói na prática, através de pequenos projectos, do erro e da procura de mentores e redes de contacto.
Dirigiu ainda palavras aos docentes, incentivando-os a ensinar através de casos reais e a criar espaços de experimentação como incubadoras e laboratórios de ideias, e aos membros do Corpo Técnico e Administrativo, apelando a que se assumam como parte activa do ecossistema de inovação da ESNEC.
As sétimas Jornadas Científicas da ESNEC prosseguem até 17 de Setembro, com um programa composto por debates, painéis e apresentações em torno do agronegócio e do empreendedorismo em Moçambique.